Eu, um simples cravo
Vermelho e charmoso,
Estava numa florista
Quando aconteceu algo estrondoso…
Naquela noite
Que aconteceu?
Seria algo importante…
Que sabia eu?
Estavam milhares de homens, no quartel-general,
Balas, pistolas e um grande canhão,
Todos com medo, mas todos felizes
Algo tinha dito o capitão.
Ouvia-se, no ar,
Paz e liberdade…
Uma revolução?
Será que era verdade?
Passaram a noite toda
Com os tanques a andar
Até chegarem ao Largo do Carmo
Onde eu na história vou entrar.
Pegaram-me e puseram-me
Na ponta de um canhão
Estava cheia de medo
Que me enviassem para o chão.
A revolução começara
Para o Quartel do Carmo tinham ido
Conversaram horas e horas
Até anunciarem o que tinham discutido.
Os representantes da ditadura foram exilados para a Madeira
Tiveram que se render…
Viva a Liberdade!
E nunca mais os voltaremos a ver!
Joana Rita Capela Covelo,nº11, 6ºC
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Um comentário:
lindo <3
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